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Em meio aos gigantes, máquinas agrícolas de pequeno porte conquistam público urbano na 49ª Expointer

Equipamentos como roçadeiras e motosserras movidas a bateria ganham espaço também na rotina doméstica

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Foto de uma prateleira de loja com várias motosserras da marca STIHL expostas lado a lado. Em primeiro plano aparece uma motosserra branca, laranja e preta, identificada como modelo MS 261, com o sabre protegido por uma capa laranja. Ao fundo, outras motosserras semelhantes estão alinhadas, com etiquetas de preço e informações sobre os produtos. A parede do expositor é vermelha, com o nome STIHL em destaque.
Motosserra elétrica é um dos atrativos da feira - Foto: Elisandro Silva/Ascom Expointer

Nem só de equipamentos imponentes vive a área de máquinas e implementos da 49ª Expointer, uma das mais movimentadas da feira. Por trás dos drones agrícolas de grande porte, das colheitadeiras e dos tratores, há uma busca intensa — e pouco aparente — por produtos de tamanho bem menor, que podem até ser levados debaixo do braço. Apesar de parecerem ser coadjuvantes na disputa pelos olhares dos visitantes, são equipamentos fundamentais para a lida diária no campo e, curiosamente, também encontram espaço na rotina doméstica. 

A versatilidade desses equipamentos portáteis foi o que atraiu Valnei Armesto, monsenhor da Igreja Católica que administra uma casa de retiro espiritual em Novo Hamburgo. Ele percorreu o setor de máquinas na manhã de sexta-feira (4/9) em busca de equipamentos para tornar mais eficiente o trabalho de manutenção da área externa, de cerca de quatro hectares, e reduzir custos. Da feira, saiu com um pulverizador para espalhar defensivos agrícolas na horta que mantém no local. 

“Temos uma área externa que demanda um trabalho manual intenso dos nossos funcionários. Vim à Expointer porque aqui sempre encontro novidades e lançamentos que podem ser úteis. Ainda pretendo comprar uma lava-jato e uma roçadeira”, afirma, destacando que, aos finais de semana, costuma receber cerca de 150 fiéis na casa de retiro. 

Segundo o influenciador digital e representante de uma das empresas expositoras André Petersen, o setor vem identificando um aumento significativo das vendas para o público urbano e para pequenos produtores, que representam mais de 70% das propriedades e passaram a investir em equipamentos mais seguros e confortáveis de manusear. São consumidores que, segundo ele, procuram principalmente máquinas movidas a bateria — em geral, equipamentos mais silenciosos e fáceis de recarregar, ao contrário dos que dependem de combustível para funcionar. 

Procura é semelhante

“Posso dizer que a procura por esses produtos de pequeno porte é 50% de clientes urbanos e 50% de gente do campo. O avanço tecnológico para o funcionamento com bateria, que é o caso de roçadeiras, motosserras e sopradores, aumentou o interesse. Só o fato de poder cortar a grama de casa sem incomodar os vizinhos com barulho já é um atrativo”, exemplifica Petersen. 

Elisandro Silva, pequeno produtor de soja em São Sepé, estava de olho na motosserra elétrica exposta e disponível para demonstração em um dos estandes. Para ele, o uso de equipamentos seguros no campo é cada vez mais importante para evitar acidentes de trabalho, que ainda são comuns nas propriedades rurais. 

“Não queremos mais passar por situações desnecessárias de risco para executar um trabalho simples, como cortar um pedaço de madeira. Temos que tirar proveito da modernização desses equipamentos para aumentar a nossa segurança”, pontua. 

Em 2026, o espaço de máquinas e implementos agrícolas recebeu cerca de 130 empresas do Rio Grande do Sul, de outros Estados brasileiros e do mercado internacional. O RS é responsável por mais da metade da produção nacional de máquinas agrícolas. 

Texto: Rodrigo Azevedo/Ascom Expointer  
Edição: Ascom Expointer 

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