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Canicross conquista apaixonados por esportes e cachorros

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Na competição, o cachorro corre em seu ritmo e o tutor o acompanha - Foto: Fernando Dias/Seapdr
Por Marília Bissigo

Expointer também é lugar de animais de estimação. Doze corredores e seus cães participaram da competição de canicross, na tarde deste sábado (31/8), no Parque de Exposições Assis Brasil. O esporte é uma corrida em dupla – humano e cachorro, e preza pelo bem-estar tanto da pessoa quanto do animal, explica Maurício Pinzkoski, organizador da competição. “Nossos eventos são mais voltados ao lúdico e ao recreativo, e menos ao competitivo. Nosso objetivo é empoderar as pessoas a praticarem exercícios e a estarem com seus cães”, completa.

Maurício lidera um movimento chamado Vai Totó que, desde 2016, divulga e incentiva o canicross pelo Rio Grande do Sul. “Somos todos voluntários. Já organizamos corridas em diversos lugares, como Caxias, Novo Hamburgo, Canoas”, diz. “A regra é a pessoa correr atrás do cachorro, enquanto fala com ele e o incentiva”. Ele explica também que os bichinhos usam um equipamento adequado para proteger a coluna.

Em cada lugar em que o movimento chega, arrecada quilos de ração e pares de tênis, que são doados a ONGs locais. “Desde que começamos a organizar o canicross, já conseguimos arrecadar 7 mil quilos de ração. Também já ajudamos a adoção de dezenas de cães”.

A história de Maurício com o esporte, porém, vem de mais longe. “Em 2012, quando meu pai faleceu, precisava me dedicar a alguma coisa para não entrar em depressão. Foi quando comecei a praticar o esporte”, explica. Ao juntar o grupo de conhecidos que têm a mesma paixão, sabe que também ajuda outras pessoas a passarem por problemas. “Qualquer pessoa e qualquer cão pode participar, não tem contraindicação. Só doença. Tem um salsichinha de 10 anos no nosso grupo que corre”.

O salsichinha (cão da raça Dachshund) de 10 anos é o Fredi, da esportista Aline Baldigen, de Porto Alegre. Ela começou a praticar canicross para acompanhar a mãe, Maristela Armiliato. “O Fredi é muito ansioso, e fazer exercícios com ele ajuda a gastar energia e também junta com um lazer para passar mais tempo com minha mãe”.

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Maristela descobriu o canicross há um ano e adorou a oportunidade de associar esporte para ela e para cadela Luci - Foto: Fernando Dias/Seapdr

“Eu e a Luci estamos muito melhor de saúde agora. Começamos caminhando, mas já estamos correndo e fazendo trilhas”, comemora ela. Maristela diz que que a cadela está mais calma, assim como o Fredi, “e ainda tem a questão da socialização”, completa. Para ela, os benefícios são muitos e a Luci adora. “Quando eu pego o equipamento da Luci, ela já fica toda feliz, querendo sair”.

Expointer 2019